Ontem eu fui dormir com alguns pensamentos na cabeça e acordei com todos eles ainda lá... risos. E, por isso, fiquei pensando sobre a incondicionalidade do amor.
Quando falamos sobre amor incondicional, logo vem em mente o clichê de "amar, pelo simples amar" ou expressões como "desapego", "relevar", "dar valor ao que realmente importa" e, principalmente, "amar sem expectativas, sem esperar algo de volta". Oras, muito lindo, romântico e totalmente utópico.
Não sei ao certo qual é a situação de evolução espiritual que estas afirmações buscam atingir. Porque, quando eu penso em amor, eu penso em união. E união requer esforços dos dois lados, demonstrações recíprocas de amor, busca pelo equilíbrio e tudo mais. Não tem como amar alguém e não esperar que aquela pessoa lhe ame de volta, porque no final das contas do que adiantaria amar alguém se o amor está presente apenas na cabeça da pessoa?
Se não há demonstração, não há amor que suporte.
Óbvio que não estou dizendo que para ter amor seja necessário mover montanhas para demonstrar para o mundo que se ama. Falo de pequenas coisas, pequenos gestos. Não se pode atribuir à correria e muitos afazeres a ausência de demonstração de amor, de sacrifício em prol da demonstração. Afinal, todo mundo quer ser amado em retorno. E, obviamente, todo mundo ama alguém, esperando o mínino de amor de volta. Sem isso, seria sofrimento.
É necessário duas pessoas para amar... É necessário, mais ainda, duas pessoas para fazer dar certo!
Então, para mim, o amor é condicional. Só existe amor se a outra pessoa também demonstrar de volta que ama.
Vale a máxima: o amor é como um jardim.. Se não for regado e cuidado todos os dias, não sobrevive.

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