Eu não gosto da música da Britney Spears, por nenhum motivo especial, apenas não faz o meu estilo. Porém, hoje eu acordei com uma música na cabeça e é uma dela, chamada My Prerogative, que vem a calhar sobre algumas coisas que tenho pensado.
O que tem estado na minha cabeça é sobre preconceito. Claro que já estamos cansados de ouvir falar no assunto, dos problemas culturais, etc e tal. Só que a minha abordagem não é sociológica, mas sim estritamente humana. Falo sobre o preconceito em seu sentido de alguém formar uma idéia sobre alguma coisa, sem nem ao menos ter o mínimo de fundamento para tanto, ou seja, sem conhecimento.
Acontece quando conhecemos uma pessoa segura de si e, sem conhecê-la, a taxamos de prepotente, chata, etc. Outro exemplo, quando vemos uma mulher que se veste super bem, extremamente elegante, e a classificamos como metida, superficial, etc... São inúmeros exemplos que podem ser dados, sobre inúmeras situações. Porém, a verdade é que estamos constantemente fazendo isso.
Daí me vem à cabeça, mas por quê? Se não conhecemos uma pessoa, por que nos damos o trabalho de rotular essa pessoa?
Quantas vezes uma pessoa que não me conhece, me taxou como sendo algo que simplesmente não confere com a realidade? Tenho certeza que todo mundo já passou por isso.
Existem algumas teorias de psicologia que refletem um pouco essa conduta, dizendo que seria "Mecanismos de Defesa do Ego", por outro lado tem também a possibilidade de ser a busca pelos falsos responsáveis, por nós não conseguirmos ser aquilo que vemos os outros sendo.
Por exemplo, quando eu olho para uma mulher vestida maravilhosamente bem e, ao invés de admirar a sua beleza, a caracterizo como metida, não seria, nesse caso, inveja? Porque vejo naquela mulher todo um estilo de se vestir que eu gostaria de ter, porém não o tenho, seja porque eu não posso custeá-lo ou porque simplesmente não consigo a combinação.
Outra situação possível, responsabilizar uma pessoa por algo ruim que aconteceu na sua vida, sem essa pessoa ter qualquer responsabilidade, mas responsabiliza essa pessoa porque você mesmo não teve a capacidade de manter o controle sobre todo o desfecho da situação e domínio sobre o rumo da própria vida. Daí na verdade, se olhar bem, a situação provavelmente já estava fora do controle bem antes do pavio explodir ou de surgir um bode expiatório.
Enfim, o que quero dizer é que nem tudo que reluz é ouro, que as coisas podem ser simplesmente o oposto daquilo que fantasiamos na cabeça. E agir conforme nossas preconceitos e taxações é, no mínimo, pura maldade.
Mas fazer o quê, não é? O ser humano sem civilização se resume a um mero animal.
That's it.
O que tem estado na minha cabeça é sobre preconceito. Claro que já estamos cansados de ouvir falar no assunto, dos problemas culturais, etc e tal. Só que a minha abordagem não é sociológica, mas sim estritamente humana. Falo sobre o preconceito em seu sentido de alguém formar uma idéia sobre alguma coisa, sem nem ao menos ter o mínimo de fundamento para tanto, ou seja, sem conhecimento.
Acontece quando conhecemos uma pessoa segura de si e, sem conhecê-la, a taxamos de prepotente, chata, etc. Outro exemplo, quando vemos uma mulher que se veste super bem, extremamente elegante, e a classificamos como metida, superficial, etc... São inúmeros exemplos que podem ser dados, sobre inúmeras situações. Porém, a verdade é que estamos constantemente fazendo isso.
Daí me vem à cabeça, mas por quê? Se não conhecemos uma pessoa, por que nos damos o trabalho de rotular essa pessoa?
Quantas vezes uma pessoa que não me conhece, me taxou como sendo algo que simplesmente não confere com a realidade? Tenho certeza que todo mundo já passou por isso.
Existem algumas teorias de psicologia que refletem um pouco essa conduta, dizendo que seria "Mecanismos de Defesa do Ego", por outro lado tem também a possibilidade de ser a busca pelos falsos responsáveis, por nós não conseguirmos ser aquilo que vemos os outros sendo.
Por exemplo, quando eu olho para uma mulher vestida maravilhosamente bem e, ao invés de admirar a sua beleza, a caracterizo como metida, não seria, nesse caso, inveja? Porque vejo naquela mulher todo um estilo de se vestir que eu gostaria de ter, porém não o tenho, seja porque eu não posso custeá-lo ou porque simplesmente não consigo a combinação.
Outra situação possível, responsabilizar uma pessoa por algo ruim que aconteceu na sua vida, sem essa pessoa ter qualquer responsabilidade, mas responsabiliza essa pessoa porque você mesmo não teve a capacidade de manter o controle sobre todo o desfecho da situação e domínio sobre o rumo da própria vida. Daí na verdade, se olhar bem, a situação provavelmente já estava fora do controle bem antes do pavio explodir ou de surgir um bode expiatório.
Enfim, o que quero dizer é que nem tudo que reluz é ouro, que as coisas podem ser simplesmente o oposto daquilo que fantasiamos na cabeça. E agir conforme nossas preconceitos e taxações é, no mínimo, pura maldade.
Mas fazer o quê, não é? O ser humano sem civilização se resume a um mero animal.
That's it.
8 comentários:
Não consigo entender porque as pessoas se preocupam com os rótulos que nos colocam. Não devemos nos preocupar com o que pensam da gente, a não ser é claro, se realmente somos o que elas pensam e não aceitamos esse fato.
Talvez esteje agindo de modo que faça com que te taxem de certas coisas.Mas aí a solução é assumir o ato feito.
carla!
Bom, "Carlota".
Realmente eu concordo com o que você diz. A preocupação pelo que dizem por aí realmente pode refletir uma consciência inquieta, mas claro, para aquelas pessoas que se preocupam.
Se reduzirmos a situação a mim, por exemplo, eu certamente não me preocupo quando o preconceito acontece comigo, porque a consciência tá no lugar. Aliás, o propósito da música citada no post é justamente este "I really don't care...".
Só que esta não preocupação não é sinônimo de ser condizente com o que "tá na boca do povo", porque, como está dito implicitamente no post, o "povo" não sabe da missa a metade. Porém, a burrice do povo reside na insistência em agir como se soubesse, daí esta é a minha crítica. Por que não simplesmente vão e tentam conhecer a "realidade como ela realmente é".
Porque, sem dúvida alguma, é fácil rotular as pessoas, o difícil mesmo é reconhecer o erro em ter taxado alguém sem conhecer e abrir os olhos para aquela tal realidade.
Agradeço pelo comentário, Carla.
esses dias assisti um video no youtube, de um grupo de burguinhos, que beberam um pouco e acham que sao loucos, em certo momento uma menina gritou: o seu gay, o seu gay, o seu gay,
Não seria isso uma forma de preconceito tambem?chamar amigos de gay, como se fosse uma ofensa?Fácil falar de preconceito e rótulos,quando nao olhamos para oque fazemos não é mesmo?
Claro, uma pessoa que assistiu um video sem conhecer o que está por trás daquele video (ou o que a qualidade simplesmente não pegou), veria que os dois amigos que foram chamados de "gay", estavam a segundos antes encenando andando de mãos dadas como se fossem namorados.
Anyways, a brincadeira tem um início, um meio e um fim. Para os envolvidos foi meramente um momento de muita alegria por ter vários amigos reunidos que não se encontravam havia anos e um deles com mania de dizer "doido demais" o tempo todo.
Sem qualquer tipo de maldade, porém os telespectadores do video, que tem o preconceito enraizado na própria cabeça, e não percebem, acham realmente que chamar alguém de gay é mesmo uma ofensa. Ser gay é ofender alguém? Porque não poderia ser um elogio na sua cabeça?
Pois, para mim, mostra simplesmente o quanto você pode ser uma daquelas pessoas preconceituosas dissimuladas. Do tipo de uma piada idiota que tem por ai: “odeio dois tipos de pessoas: preto e racista!”
Muita contradição numa frase só, não concorda? Quem me dera se a contradição fosse numa frase apenas, eu poderia até dar uma certa credibilidade ou uma boa risada.
Qual foi o rótulo que você mesma resolveu colocar em você? Porque se for o rótulo que eu imagino, ele não condiz com a realidade da sua vida antes, realidade esta divulgada por você mesma.
Mas isso já é uma ooooutra história.
Agradeço por mais um comentário seu, Carla!
Ser gay pra mim não é ofensa alguma,pois embora nao lhe diga respeito sou gay, e mesmo assim preconceituosa, contraditório uma gay preconceituosa, mas é a vida como ela é.
Ja tenho meus rótulos,os quais me foram colocados, assim como cada ser humano deste planeta tem!
PS. Talvez por esse motivo aquelas palavras do video tenham me deixado intrigada. mas como você mesma disse: isso é uma outra história!
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