| X- Olá, Guardador de Rebanhos "Olá, guardador de rebanhos, Aí à beira da estrada, Que te diz o vento que passa?" "Que é vento, e que passa, E que já passou antes, E que passará depois. E a ti o que te diz?" "Muita cousa mais do que isso. Fala-me de muitas outras cousas. De memórias e de saudades E de cousas que nunca foram." "Nunca ouviste passar o vento. O vento só fala do vento. O que lhe ouviste foi mentira, E a mentira está em ti." Alberto Caeiro (het. Fernando Pessoa) Eu particularmente adoro este poema, pois a mim fala sobre as fantasias que muitas pessoas alimentam sobre coisas que não expressam nada além do que realmente expressam. Como, por exemplo, escutar na passagem do vento as memórias, as saudades, os amores que nunca vieram, ou nunca vingaram. Eu compartilho muito com o Alberto Caeiro esta forma de pensar, que o vento que passa me diz que é vento e que passa, que passou antes e que passará depois... Um excesso de racionalidade? Talvez... Uma falta de sentimentalidades? Não, com certeza é a busca do real. Das coisas representarem o que realmente são e não uma fantasia criada pela mentira da minha mente (ou a mentira criada por qualquer outra pessoa). Digamos que aquela versão romântica utópica da vida e do amor, "a la Byron", por aqui não tem vez. |
quinta-feira, 6 de maio de 2010
para você
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