domingo, 4 de abril de 2010

Desespero.

Eu sempre tive dificuldades em ler filosofia, apesar de gostar muito. Hoje estava aqui de bobeira e fiquei navegando entre sites filosóficos, assuntos diversos... Até que me chamou a atenção o tema "desespero".
Pensando sobre o assunto, eu vejo que nunca fui uma pessoa desesperada. Eu não tenho nenhuma situação na minha vida que eu diga que agi com desespero, apesar de ter vivido muitas situações extremas. Cheguei a conclusão que eu realmente não sou uma pessoa tranquila, no sentido de "quieta", pelo contrário, sou inquieta, elétrica e ansiosa. Hoje já digo que não tenho mais urgência nas minhas atitudes, nos meus projetos, tenho paciência e calma.
Mas nada disso que falei tem muito a ver com o que quero escrever aqui. De todas as correntes filosóficas que existem, me chamou muito o pensamento de Kierkegaard, ele é um pouco diferente de muitos filósofos mais conhecidos, a maioria tende a analisar a racionalidade, ele não, ele analisa os sentimentos e até mesmo a individualidade. Tomei conhecimento de um livro dele, chamado O Desespero Humano, que gostaria de ler...
Enfim, num trecho ele diz: "(...) quero acentuar por uma vez qual a acepção que tem a palavra desespero em todas as páginas que se seguem. Conforme o título indica, ele é doença e não remédio. É essa a sua dialética." E passo a acreditar que possa ser verdade, apesar de não ter conhecimento completo do pensamento dele e desconsiderando um pouco a parte religiosa, desespero é uma doença.
Pensamento meu, fico vendo quando as pessoas agem com desespero e convivem com ele em seus íntimos, suas atitudes transparecem isso e só fazem piorar a questão. Acreditam estar agindo da melhor forma possível, quando, na verdade, estão piorando a situação física e emocional.
Enfim, este post é um post sem conclusão... Sem estabelecer posicionamentos, apenas para compartilhar e levantar uma questão que me fez pensar um pouquinho e querer saber mais.
"O desespero é o suicídio do coração." (Jean-Paul Sartre)
Ciao.

3 comentários:

Carlota Joaquina disse...

kkkkkkkkk...http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Desespero_Humano

site filosófico.....
Cheguei a conclusão que eu realmente não sou uma pessoa tranquila, no sentido de "quieta", pelo contrário, sou inquieta, elétrica e ansiosa. Hoje já digo que não tenho mais urgência nas minhas atitudes, nos meus projetos, tenho paciência e calma. (contraditório nao?)

Renata Guimarães disse...

1) Sobre as fontes do post
Primeiramente, o Wikipédia foi o site que eu utilizei para tirar a passagem do livro que está em aspas no post, pois se você jogar o termo “O Desespero Humano” no Google é o único que eu vi que tinha passagens e escolhi uma de lá para colocar aqui.
Desconsiderando o seu sarcasmo e o levando para algo proveitoso, as minhas fontes sobre o pensamento de Kierkegaard são os livros: O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder (muito interessante por sinal, vale a pena e fala de filosofia e não apenas desse filósofo); tem um livro que fala tb, acho q é Direito e Moral, tenho certeza q o autor é Habermas; e os sites tem vários, porém agora não os salvei, portanto, sinto muito. Ah, e teria também uma apostila de Filosofia Jurídica, que estudei na faculdade, porém esta não está disponível em nenhum lugar.
Espero que seja útil estas fontes para aqueles que gostariam de estudar mais afundo, principalmente para aqueles que precisam entender o próprio desespero (tem uns e outros que precisam MUITO entender, não é mesmo?).

Renata Guimarães disse...

2) Sobre a contradição
Você tem razão, a forma que escrevi deixou contraditório o que quis dizer e por isso esclarecerei.
Eu nasci uma pessoa inquieta, elétrica e ansiosa. Essa é a minha natureza, faz parte da forma que nasci. Porém, depois de 22 anos de vida digo que sou uma pessoa tranqüila, que já não tem urgência no que faz, nos projetos e que tenho paciência e calma, porque eu consegui mudar isso em mim. Hoje, não sou mais elétrica e ansiosa, mas sim inquieta (no sentido de sempre estar fazendo algo). Porém, nada disso era o importante no post, mas sim o pensamento de Kierkegaard sobre o desespero.
Espero ter esclarecido “a tão importante questão”.
Obrigada pelo post, pseudônimo, digo, ....