quinta-feira, 29 de abril de 2010

Conhecimento


A gente vive num mundo globalizado, isso é indiscutível. Tudo está muito mais fácil de ter acesso, a informação chega em peso e em massa de todos os cantos do mundo, bem como produtos e pessoas. Eu vejo esse processo como algo muito positivo, mas ao mesmo tempo muito perigoso.

Vejo isso, por exemplo, quando percebo que faço faculdade de Direito, meu amigo de Engenharia, outra de Relações Internacionais, nós sabemos tanto sobre o que fazemos, conhecemos um pouquinho de nada daquilo que o outro faz, e nada, absolutamente nada, do resto que existe por aí. A velocidade com que as coisas mudam e a velocidade com que somos exigidos no dia-a-dia não nos permite dar conta do nosso e do todo. Daí eu vejo aqui o perigo.

Ninguém precisa saber sobre tudo no mundo, afinal, isto seria impossível. Porém, ter uma idéia, ter ouvido falar, é fundamental. Só que, reconheço a dificuldade de estar ligado em tudo que acontece no mundo, se aquilo que nos dispomos a fazer nos consome quase o tempo por inteiro, simplesmente para que possamos saber bem o que devemos saber bem.

Enfim, estou comentando tudo isso porque com essa velocidade de mudanças e velocidade de informações, deveríamos ter confiança uns nos outros, para pressupor que aquela pessoa que faz o que faz sabe, muito bem, o que está fazendo. Afinal, foi a isso que ela se dispôs. Porém, sabemos que isso não acontece.

Quando eu saio para cortar meu cabelo, fazer as minhas unhas ou a sobrancelha, eu espero que aquele profissional saiba o que está fazendo e tenha gabarito para fazer o que quero: cortar bem o cabelo dentro do meu estilo, fazer as unhas sem tirar aquele famoso bife e que o esmalte não fique horroroso e que as minhas sobrancelhas fiquem do jeito que quis e, mais importante, iguais! De tanto cair em mãos de pessoas incompetentes para este feito (e o pior, cobrando tão caro), aprendi a arrumar e cuidar do meu cabelo (cortar não), fazer as unhas, a sobrancelha, etc, é claro, que a preguiça muitas vezes atrapalha, mas aprender eu aprendi.

Só que, nessa situação é possível conseguir aprender. Porém, e nas outras? Por exemplo, no fato de meu computador estar a quase um mês e meio passando nas mãos de três técnicos e até agora ninguém descobriu o problema e, com esta brincadeira, já gastei R$ 280. Daí eu penso, a pessoa que faz isso deve ter ao menos a competência de pensar e lançar possibilidades para que se possa, através de testes, excluir tudo que possa estar dando problema. Mas não, ficam naquela fórmula decorada de matemática, metaforicamente, e não pensam "out side the box". Daí, fico eu pesquisando na internet, pedindo opiniões, fazendo testes e, tudo indica, que até o presente momento encontrei o problema do meu queridinho notebook: super aquecimento, porque o ventiladorzinho está, aparentemente, quebrado ou com defeito. Até agora, o ventilador que eu coloquei para ventilar ao lado do notebook, os livros q coloquei debaixo dele para o ar poder circular mais facilmente, fez com que o problema não surgisse até agora.

Coincidência? Habilidade de pensar? Vamos ver... o teste continua. Antes usava-se o pc por 30 minutos até 1h e 30 min e já dava a tal tela azul, agora, depois do ventilador e o esquema, tem 10hs e 27 minutos de teste. Próxima etapa: tirar novamente o ventilador e os livros e ver no que dá!

É isso ae galera, o esquema da vida é APRENDER a pensar. Não aprender a FAZER.

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